Excelente iniciativa, que informa, apoia a vítima e não demoniza o culpado. Mostra pessoas “normais” praticando algo errado. E mostra que há jeito de mudar.
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Prática da Relatividade ou teoria do relativismo?
Tempo atrás aproveitei capítulo tosco de um romance natimorto e o transformei em conto. Tentei. Disse no texto o que vejo nas novas relações entre homens e mulheres, essa troca de papéis que, penso eu, é uma simples evolução feminina e progresso masculino. Quando adjetivos trocam de posição com substantivos, algo acontece.
PEDRINHO é um texto curto que narra o encontro de um homem velho e um novo homem com uma nova mulher, e o que acontece antes, durante e depois da colisão entre os três. O velho racha a cabeça, o novo se espatifa aos pés dela, que foge e desaparece assustada.
A humanidade corre tremendo risco de desaparecer. Os covardes, eles e elas, serão novamente heróis, pois, ao não aceitarem as mudanças, darão continuidade às repetências e ignorâncias da raça humana. Não temos saída que agrade ou favoreça a todos.
Tecendo explicação desnecessária, digo que mulheres evoluem vez que mudam disto para aquilo perdendo pouco e ganhando nada (elas não vão aceitar meu ponto de vista!). Lá do outro lado da trincheira, os machos de alfa a beta progridem suavizando as errâncias ensinadas pelas mães. Aceitam conhecer os filhos pelo cheiro do cocô e não fogem das desagradáveis DR’s. Vejam que eu tenho um pé na cozinha alfa. Oxalá permaneça. Discutir relação é chato pra caralho.
“Enquando” pensava escrever algo pra eu mesmo ler, lembrei-me de um vídeo que me perturbou. Fora BILLIEJEAN MOTOWN 25TH, que ainda mexe comigo, nenhum clip de cantor que fosse me convenceu a pensar mais que o desnecessário para o momento. Não me convenço que o que acabei de escrever queira dizer algo; vai pelo estilo. Gosto de uma bagunça. Escrever certinho é para acadêmicos.
O vídeo novesfora a que me refiro é de um grupo de tecno, ou house, ou trance ou qualquer destas merdas eletrônicas, chamado LCD SOUNDSYSTEM e a música é HOME (quem gosta de merda eletrônica vai falar que eu gosto da merda do Wacko Jacko; eu gosto, e muito). A proposta é idealizar onde inicia o BREAKING ALL THE RULES cotidiano e se esgota o GANGSTA’S PARADISE não noticiado. Vi no clip meu texto encenado, e curti.
A metáfora que criei no conto (a nova mulher pedindo para o homem velho se jogar do alto de uma sacada, local onde ele se instala para cumprimentá-la) é sugerida no clipe através do personagem que cria um robô, um senhor deficiente, e a jovem que sai de dentro da máquina depois de várias peripécias. Curta o vídeo, leia meu texto.
sábado, 27 de agosto de 2011
A UTOPIA DO 'PROJETO' FEMINISTA POR PODERES IGUAIS
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| SERÁ? |
A mãe, feminista ou não, ensina à filha como se dar bem no mundo dos negócios amorosos, dizendo à jovenzinha que não dê ordens ao namorado, pois homens não gostam de mulheres mandonas. Por contrapartida, diz ao filho que ele não deve obedecer às tentativas de ordens daquela sua namoradinha e, enérgica, impõe ao garoto sua liderança inata ao indagar: afinal, você é ou não o homem nesta relação? Estabelece-se assim, os postos em que homens e mulheres devem permanecer na sociedade, consoante às ordens da mãe sabotadora: homens mandam, mulheres fingem que obedecem.
Há que se notar a crueldade da Mãe Natureza, que faz com que as mulheres eduquem e ensinem os homens a mandar e comandá-las. Daí que o movimento feminista tende, sempre que uma bandeira é hasteada, ao machismo, paradoxalmente. Logo, a mãe é machista quando deixa de fazer com que o filho aprenda de tudo um pouco, especialmente tarefas domésticas, por medo de que ele se torne afeminado. E o paradoxo realiza-se invisível e corporativamente, pois ela, a mãe, inibe talentos e cria no garoto, que um dia será homem, uma dependência de outras mulheres, que deverão sempre estar a cercá-lo e protegê-lo.
A contrapartida é, mais uma vez, a sabotagem ao feminismo, pois o homem ignorante das necessidades interiores de um lar fica livre para alargar seus horizontes, e aprender aquilo que, justamente, as mulheres destes nossos tempos tanto querem: aprender a lidar com o mundo.
Aquelas que escapam ao descontrole materno teriam no mercado de trabalho sua tábua de salvação, pois para vencê-lo ou dele arrancar uma vitória, é preciso não ser mulher e, consequentemente, não ser mãe. Talvez a agudeza, ou a obtusidade da oração escrita e lida acima, implore por alguma correção, que não será feita e assinada, pois todos os erros e acertos são partidários; não há o que possa tornar-nos imparciais quando o justo aponta para o sim e para o não ao mesmo tempo e com o mesmo dedo.
Vencer no mercado de trabalho, na visão megalômana dos pseudo consultores profissionais, é chegar a um posto de chefia. Todos aceitam esta idéia, mais por vaidade do que pela disposição inata de poder servir a seus iguais sendo líder. E para a mulher os obstáculos são impostos inclusive por ela mesma, a partir de suas desvantagens hormonais em relação ao homem.
É claro e certo que este texto não dará opinião contrária àquilo que toca a vontade de alguns em melhorar sua situação profissional, mas tendo como foco o projeto e o discurso feminista, chega-se à conclusão de que as feministas gritam por poderes iguais aos dos homens, não direitos.
Sempre que se ouve uma mulher dizendo e mostrando desigualdades sociais, é de se notar que os exemplos as mais das vezes referem-se a cargos de chefia, supervisão, gerência, ou à dificuldade de conquistar cargos em diretorias ou mesmo tornar-se presidente de médias e grandes empresas. Mas se esquece de comentar que em uma linha de produção, entre os funcionários de chão de fábrica, homens e mulheres trabalham lado a lado e com as mesmas desigualdades salariais e de oportunidades. Esquecem-se de que há mulheres que cortam cana ou catam laranja, ganhando menos do que os homens pelo motivo óbvio de terem menos condição física. Mesmo assim, ainda são mulheres.
E o que pensam as feministas para que melhore a condição da mulher no nível produtivo do mercado de trabalho? Nada.
Ora, pessoas que assumem a dianteira de um projeto e discursam a respeito de poder e dinheiro sabem muito bem que toda aquisição de direitos traz consigo o ônus dos deveres. Logo, tendo poder, os deveres poderiam ser dados, ou empurrados para os homens.
O trabalho realizado todo ele em nível intelectual independe do sexo de seu condutor. Por sua vez, o trabalho braçal classifica, discerne, contrasta e elege superioridades sexuais. Sendo assim, o homem, por ter mais força física, tem mais oportunidades de promoção de cargos e salários.
Assim, está expressa a parte real de um problema insolúvel para as feministas, pois se optam por defenderem a tese do poder terão de confrontar-se com a administração dos problemas gerados pelas desigualdades (optando, certamente, pelo lucro advindo das capacidades e habilidades masculinas __ inatas, de produção); se optam pela tese dos direitos iguais, terão de abraçar uma causa que só se realiza utopicamente, isto é, igualar a capacidade produtiva de homens e mulheres.
Utopia, para aqueles que nunca entraram em uma fábrica, pode parecer um termo excessivo, mas não é. Vejamos: a cadeia produtiva ainda é baseada na coragem e na força dos mineiros; na transformação da matéria-prima baseada em cálculos feitos por profissionais capacitados em cursos universitários desprezados pelas mulheres; na manufatura processada utilizando-se de meios arcaicos e brutos e, finalmente, quando o produto está acabado é vendido, via de regra, acompanhado de um belo sorriso feminino. Logicamente, a cadeia apresentada está simplificada e, apresentada assim, classifica a mulher não só como não qualificada para participar do processo, mas acomodada em suas dificuldades. Estas instâncias foram escolhidas para evidenciar a participação imposta às mulheres. Imposta e aceita.
Eis o primeiro pilar de um possível projeto utópico do feminismo; conscientizar as mulheres de que elas podem trabalhar sem se tornar homens para igualar-se a eles profissionalmente, podendo menstruar, engravidar e tudo o mais que faz diferir uma dama de um cavalheiro sem que isso atrapalhe a condução de suas vidas profissionais.
O segundo e mais difícil é conscientizar os homens, fazer com que o ônus de uma gravidez seja dividido entre mães e pais e, mais que isso, socialmente, aumentando, por exemplo, o tempo de afastamento (licença-maternidade) de quatro meses para dois anos (este acompanhamento na primeira infância poderia de alguma forma, diminuir a delinqüência juvenil e, conseqüentemente, gastos públicos com centros promocionais de menores e que tais).
O terceiro e decisivo pilar a ser construído neste utópico projeto feminista para igualar direitos de homens e mulheres no mercado de trabalho é fomentar a utilização da tecnologia. Este é o único meio de igualar, em todos os níveis, a força de trabalho de homens e mulheres, independentemente dos postos de trabalho ocupados por estas e aqueles.
Certamente, outros problemas surgiriam, frutos tão comuns quanto necessários dos processos evolutivos, e as mulheres que assumissem os postos de comando e os operacionais teriam as mesmas mazelas e conflitos inerentes àqueles problemas para resolverem. Resolveriam atabalhoadamente como os homens, pois são elas que ensinam os homens a agirem. Talvez o melhor caminho para a mudança seja uma outra proposta já posta em curso: que os pais eduquem efetivamente os meninos, diferentemente dos pais de antanho, que entregavam seus varões às matronas indigentes em que se transformavam suas esposas e, anos mais tarde queriam, educados, verdadeiros heróis que lhes continuassem suas histórias fúteis e desnecessárias. Impossível. Já estava tudo perdido. Para homens e mulheres.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A TEORIA DO CARDUME
João e Maria são cortadores de cana. João corta por dia uma tonelada de cana (não sei se isso é possível ou impossível, é apenas um exemplo); Maria, por ter menos força, corta meia tonelada de cana por dia. Ao final de um mês, João recebe mil e quinhentos dinheiros. Consequentemente, Maria setecentos e cinqüenta. No dia do pagamento, eles se dirigem ao açougue e decidem-se, após lerem na parede os preços das carnes, que só podem comprar carne moída. João, que chegou primeiro, pede um quilo de boi ralado, é atendido, recebe seu embrulho e paga os sete dinheiros da tabela. Maria faz quase que exatamente o mesmo. Pede seu um quilo, é atendida, recebe um embrulho e mostra ao atendente três dinheiros e cinqüenta centavos. Logicamente o açougueiro lhe diz que a quantia está errada. Então eu me pergunto: o que fazer para Maria conseguir ganhar o mesmo que João e ter o mesmo poder de compra dele? Os repórteres se alvoroçaram, dizendo que não há jeito, as mulheres têm menos capacidade física que o homem, por isso no serviço braçal elas sempre vão ganhar menos. Ao que ela disse ingênuos, desinformados e machistas, arrancando risos da galere. Vou dar mais uma chance para vocês: em uma empresa há vinte caixas de duzentos quilos cada uma. Quantos homens são necessários para levantar e carregar essas caixas? E quantas mulheres são necessárias? Os repórteres se divertiam sem encontrar solução. Talvez vocês nunca tenham entrado em uma fábrica, por isso não saibam que é necessário apenas um homem para carregar as tais caixas. Todas elas, assim como apenas uma mulher também. Basta que a força de seus braços seja igualada através de uma coisa muito conhecida, chamada tecnologia. Uma empilhadeira pode muito bem ser manejada por uma mulher, não é? da mesma forma que a Maria do primeiro exemplo pode colher o mesmo tanto de cana que João, ou mais, valendo-se de uma colheitadeira. A senhora quer ser muito inteligente, mas se esquece que todas essas soluções geram desemprego. Eu não quero ser meu anjo, eu sou. Você é quem quer subir a escadaria pulando vários degraus de uma vez, podendo se machucar. Eu simplesmente estou reconhecendo que homens e mulheres podem trabalhar da mesma forma, ganhando o mesmo. Aquilo gerado pelo emprego da tecnologia no mercado de trabalho é já um passo adiante e quase foge da esfera de discussões a respeito das diferenças entre homens e mulheres. Eu sei muito bem que o mundo é muito bruto e ainda é construído, na maioria dos lugares, a golpes de machado, foice e picareta. Mas Maria precisa comprar um quilo de carne, não é? não podemos simplesmente cruzar os braços e virarmos nossas costas para esse problema só porque sabemos de antemão que a entrada da mulher no mercado de trabalho braçal gera desequilíbrios em uma ordem estabelecida em tempos remotos. A ciência tem de resolver este problema, e pode, por isso deve. E é por isso que luto, dando ênfase na maioria das mulheres. Aquelas que lutam pelo poder em suas empresas somam uma minoria ridícula e têm capacidade intelectual suficiente para agirem individualmente, brigando em pé de igualdade com os homens que disputam aquelas vagas em altos cargos. São formadoras de opinião. Têm todo tipo de informação, vivem a era da informação. Esta é a idéia central da minha Teoria do Cardume: as sardinhas e outros peixes pequenos se agrupam para se defender. Animais aquáticos maiores também procuram alimento em grupo, mas se defendem individualmente. Conforme as mulheres-sardinha se tornam orcas, que caçam em grupo, menos precisam fazer parte de um cardume que as defenda, continuando no porém que o meio lhes impinge como liberdade. Assim como não haverá liberdade para o homem que quiser viver em um meio feminino, mulheres também não respirarão tranquilamente em um meio masculino. E estão equivocadas quando pedem direitos e salários iguais aos dos homens, pois dão a entender que o teto salarial de uma mulher é o piso salarial do homem e, desavisadas, extinguem a questão do mérito. Em um trabalho desenvolvido todo ele em nível intelectual, ganha mais quem trabalha melhor, quem dá mais lucro para sua empresa, independentemente de sexo. Foi um grande erro criar o país dos homens e o país das mulheres. É bastante aceitável falar em universo de um e outro em nível psicológico. O que se vê hoje são mulheres se transformando em homens, pois não conseguem enxergar em suas atitudes, digamos sociais, os maneirismos masculinos, que tão bem caracterizam os homens. E isso é fruto da grilagem do território sexual masculino. As mulheres estão invadindo um território que não lhes pertence e, pior, expulsando de lá seus donos. Não é preciso ser matemático para dizer que, quando o último homem for expulso, o território se tornará feminino. Daí elas vão querer invadir o país onde eles estiverem. E o preconceito, senhora? Veja bem, sempre que se discute uma questão como essa se faz necessário saber que existem dois planos: o ideal e o real. As discussões se dão no plano das idéias, adequando-as depois àquilo que se quer e, principalmente, àquilo que se pode fazer. Também entendo que o esforço é gigantesco e, por isso mesmo, não devemos nos calar.
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